Sempre que chega outubro eu me sinto assim, meio infeliz, acabada, estranha, anormal, cheia de sentimentos confusos, com vontade de fazer coisas que ainda não fiz, de realizar os desejos mais profundos que tenho, de gritar pro mundo o que eu quero, e acima de tudo, desfazer essa confusão que minha vida se tornou. Todo mundo quer um outubro feliz, com alguma surpresa, alguma novidade, alguma coisa pra contar, eu só quero que ele passe, junto do meu aniversário, que só tende a me incomodar. Não me importo com idade, mas quando chega o final de outubro, eu me sinto renovada, e o outubro chato e melancólico que vivo fica pra trás, num passe da mágicas, sim, é assim mesmo. Não me pergunte como, por quê, onde, quando, também não sei explicar. Talvez seja porque no outubro daquele ano tudo começou, mas cá entre nós, estou crescida demais pra isso, estou cansada demais pra isso, estou realmente enjoada demais pra continuar com tudo isso. Meus sonhos não existem nesse mês, meus desejos desaparecem, e a única coisa que eu quero, é um abraço verdadeiro que me conforte e me faça esquecer tudo isso e essa vontade louca que tenho de sair e desaparecer pelo mês inteiro. Ah outubro, quando foi que você se tornou esse mês miserável pra mim?
sábado, 1 de outubro de 2011
The roads.
Engraçado como as coisas nos vem, com uma música, uma lembrança, um sorriso tímido... Ou então, um carro numa estrada infinita, indo em direção ao horizonte onde só existiam estrelas e a lua mais perfeita que já vi em toda minha vida. Lembrei de quando sorri sinceramente para alguém que jamais achei que sairia do meu lado, mas que se foi da mesma maneira que chegou. Lembrei também das vezes em que as reuniões com os meus amigos eram duradouras e ninguém tinha responsabilidade de verdade pra sair daquele grupinho singelo de pessoas estranhas e cair fora de uma hora pra outra. Lembrei, mas guardei pra mim, aquele beijo debaixo da chuva gelada e inesperada no dia 03 de novembro. Lembrei que por mais que eu queira, nada do que eu desejo voltará a ser como antes, e que nem todas as mudanças que façamos, serão capazes de curar as feridas deixadas pelo tempo. Não só lembrei, mas sei, e como sei, que nada fará que as lágrimas derramadas jamais tenham existido, que o desespero infortúnio desapareça, que a saudade que me mata nesse momento, vá embora. É tão lógico e ilógico, é tão simples e singular, mas ainda sim, é um quebra-cabeça indesvendável, dessa vida maltratada, com apenas 18 anos.
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