Engraçado como as coisas nos vem, com uma música, uma lembrança, um sorriso tímido... Ou então, um carro numa estrada infinita, indo em direção ao horizonte onde só existiam estrelas e a lua mais perfeita que já vi em toda minha vida. Lembrei de quando sorri sinceramente para alguém que jamais achei que sairia do meu lado, mas que se foi da mesma maneira que chegou. Lembrei também das vezes em que as reuniões com os meus amigos eram duradouras e ninguém tinha responsabilidade de verdade pra sair daquele grupinho singelo de pessoas estranhas e cair fora de uma hora pra outra. Lembrei, mas guardei pra mim, aquele beijo debaixo da chuva gelada e inesperada no dia 03 de novembro. Lembrei que por mais que eu queira, nada do que eu desejo voltará a ser como antes, e que nem todas as mudanças que façamos, serão capazes de curar as feridas deixadas pelo tempo. Não só lembrei, mas sei, e como sei, que nada fará que as lágrimas derramadas jamais tenham existido, que o desespero infortúnio desapareça, que a saudade que me mata nesse momento, vá embora. É tão lógico e ilógico, é tão simples e singular, mas ainda sim, é um quebra-cabeça indesvendável, dessa vida maltratada, com apenas 18 anos.
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